20 de jun. de 2012

Curso de Bandagens Funcionais no Esporte na Vie!!!


VOCÊ SE INSCREVE E GANHA UMA BANDAGEM RÍGIDA E UMA FUNCIONAL!!!

Data: 25 e 26 de agosto de 2012 (sábado e domingo das 8h às 18h)

Carga Horária do Curso: 20h 

Ministrante: Guilherme Bergamo (Fisioterapeuta do Esporte Clube Internacional)

Ementa: Abordar a utilização, características e os tipos de bandagens, bem seus benefícios e aplicabilidades funcionais dentro da reabilitação desportiva.

Objetivos do Curso: Difundir novos conhecimentos e perspectivas em relação à utilização de bandagens funcionais na fisioterapia desportiva. Demonstrar e praticar aplicações de bandagens funcionais, bem como revisar conteúdos teóricos relacionados à prática de bandagens. Rever, também, referências atuais existentes na literatura, que evidenciam a aplicabilidade da prática citada. Habilitar alunos e profissionais de fisioterapia a utilização segura da ferramenta, bem como esclarecer dúvidas e precauções na utilização das bandagens em atletas.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
Introdução Teórica: Conceito, História, Tipos de Bandagens, Principais Métodos, Fisioterapia Desportiva + Bandagem Funcional, Indicações e Contra-indicações, Precauções e Efeitos Adversos.

Revisão Anatômica e Biomecânica: Membros Superiores, Membros Inferiores e Coluna Vertebral

Lesões Comuns no Esporte de Alto Nível: Espasmos Musculares, Fadiga Muscular e Sua Fisiopatologia, Tendinites e Suas Causas, Rupturas Musculares e Ligamentares: como ocorrem, como tratar e previnir; Calor e Gelo na Fisiopatologia da Inflamação, Fisioterapia Preventiva na Prática Desportiva.

Prática de Bandagens em Membros Superiores: Taping Epicondilite Lateral, Taping Epicondilite Medial, Taping Tendinite de Quervain, Taping Retirada de Sobrecarga do Deltóide.

Prática de Bandagens em Membros Inferiores: Taping Tendinite Patelar, Taping Ativação/Inibição de íquiostibiais, Taping Entorse em Inversão, Taping Fasceíte Plantar.

Prática de Bandagens na Coluna Vertebral: Taping Dor Lombar Difusa, Taping Estabilização Escapular, Taping para Espasmo de Paraespinhais.

Inscrições até 17/08.

Investimento: 
Até 27/07 - R$ 400,00 à vista ou 2x de R$ 220,00 (entrada + cheque 30 dias)

Após 27/07 - R$ 450,00 à vista ou 2x de R$ 250,00 (entrada + cheque 30 dias)

Dados para depósito:
Banco do Brasil - Ag. 4358-3  CC. 7876-X
Favorecido: Leonardo Fratti Neves
Enviar comprovante de depósito para o e-mail viefisioterapia@hotmail.com

4 de jun. de 2012

Alterações Posturais


O que são:
                Definimos a postura como “o conjunto de posições das articulações do corpo em um dado momento” ou como “a condição em que o centro de gravidade de cada segmento corporal está alinhado verticalmente com o segmento abaixo”. O que chamamos de postura “ideal”, diz respeito a um estado de equilíbrio muscular e esquelético  mantido com o mínimo de estresse ou tensão sobre o corpo, e este padrão proporciona referências comparativas durante a avaliação postural. 
 A figura abaixo ilustra a posição ideal de alinhamento da coluna, com as suas curvaturas fisiológicas.


                Existem duas situações que definem a postura no dia a dia, são elas a postura estática e a postura dinâmica. A estática é descrita quando nos encontramos parados, a dinâmica está presente quando nos movimentamos para realizar tarefas do cotidiano ou exercícios físicos. Os padrões posturais em que nos encontramos baseiam-se nos ajustes que realizamos ao longo do dia para responder às demandas ergonômicas e para manter um certo nível de conforto para a coluna.


Causas:               
A má postura pode ser causada por maus hábitos posturais, desequilíbrios musculares e encurtamento de tecidos moles. Estruturas anatômicas que estão diretamente relacionadas aos hábitos posturais são as ligamentares, através de rigidez ou frouxidão, óssea, através de anomalias e a falta de flexibilidade muscular.
                As deformidades posturais mais comuns são:
                - A cabeça deslocada para frente, ocasionando um posicionamento anterior excessivo do pescoço.
                - A hipercifose (curvatura característica da coluna torácica) aumentada, resultando em uma flexão excessiva deste segmento vertebral.
                - A hiperlordose (curvatura característica da coluna cervical e lombar) aumentada, resultando em uma hiperextensão do segmento vertebral afetado.
                - A escoliose, classificada como uma curvatura lateral dos segmentos vertebrais.
                - As chamadas retificações, que consistem em uma diminuição das curvaturas anatômicas, tanto cifoses como lordoses, fazendo com que o paciente perca mobilidade destes segmentos, tornando-as estruturas rígidas.

 
                Estas anomalias podem gerar deformidades compensatórias nas estruturas periféricas (braços e pernas). Estas deformidades ocorrem devido à necessidade do paciente em manter-se alinhado ou diminuir desconfortos que podem estar associados à má postura. Sempre devemos lembrar que o sistema musculo-esquelético está interligado, ou seja, alterações posturais esqueléticas manifestam-se no tecido muscular, ligamentar, fáscias, cápsulas articulares e cartilagens, assim como deformidades nestas estruturas podem levar a alterações no tecido ósseo, por isso, grande parte dos pacientes apresentam quadros álgicos (dor) associados a má postura.


Tratamento:
                O tratamento consiste primeiramente em eliminar dores e desconfortos gerados devido à má postura. Em seguida são utilizadas técnicas que atuam nas estruturas articulares e musculares para ganho de amplitude de movimento (ADM), como por exemplo: mobilizações articulares, pompages, massoterapia e alongamentos específicos. O fortalecimento muscular é de estrema importância, o que proporciona maior sustentação da postura considerada ideal no dia-dia.

                Quando falamos em fortalecimento muscular, podemos citar dois métodos básicos que agregam estas características aos seus critérios, são elas: Pilates e RPG (Reeducação Postural Global). Estes métodos estimulam o paciente ao movimento livre e coordenado, tendo como foco o ajuste postural, onde o mesmo deve utilizar contrações contínuas dos músculos responsáveis pelo alinhamento da coluna, antes de realizar qualquer tipo de movimento. Com isso, os músculos posturais são exigidos de maneira correta, agindo como estabilizadores, proporcionando seu condicionamento.



                O tempo de reabilitação e reeducação postural depende de alguns critérios básicos do paciente, são eles: idade, trabalho, sedentarismo.
                Idade: pacientes que conviveram durante muito tempo sem cuidados específicos não somente com sua postura, e sim com sua saúde, e vieram a desenvolver dores e desconfortos nas costas, impedindo-os de realizar atividades antes consideradas normais, podem levar mais tempo no tratamento. Não somente por isso, mas a capacidade responsiva dos músculos e articulações para com os exercícios propostos está diminuída em indivíduos de mais idade.

                Trabalho: Postura adotada para trabalhar: sentado, de pé, caminha muito, tem períodos de descanso, horas de trabalho por dia em uma mesma posição. Estes históricos são importantes para delinear o tratamento e contribuem para um bom prognóstico.

                Sedentarismo: Diz respeito ao condicionamento prévio do paciente. Um indivíduo mais sedentário terá maiores dificuldades e levará mais tempo para condicionar-se. 

Texto: Gregório Weinmann
Edição e Revisão: Leonardo Fratti Neves

16 de mai. de 2012

Medula Espinhal: lesão e tratamento


Medula Espinhal

A medula espinhal faz parte do sistema nervoso central, sendo a continuação do encéfalo (cérebro), que se encontra ao longo da coluna vertebral, no interior do canal vertebral.
Inicia na junção do crânio com a primeira vértebra cervical e termina entre a primeira e segunda vértebra lombar, medindo cerca de 40cm. Abaixo dessa região as raízes nervosas lombares e sacrais ocupam o canal vertebral, formando conjunto conhecido como cauda equina.

 A medula espinhal tem formato cilíndrico e achatado no diâmetro antero-posterior.

Dela partem raízes nervosas, onde há a fusão de duas raízes, uma ventral (anterior) e outra dorsal (posterior) que forma o nervo espinhal. A raiz dorsal possui fibras sensitivas (mandam informações ao cérebro) e a raiz ventral possui fibras motoras (recebem informações do cérebro).

Da coluna partem 31 pares de nervos espinhais, por meio dos quais a medula se conecta com as várias partes do corpo, recebendo as informações de diversos pontos do corpo (impulsos sensoriais), enviando-as para o cérebro e deste recebendo mensagens (impulsos motores), para ao final, transmiti-las para o resto do corpo.











Sendo assim, a medula é responsável pela transmissão dos impulsos nervosos entre o cérebro e o restante do corpo.








Lesão Medular
 A lesão medular é a interrupção de condução de impulsos (informações) motores e sensitivos ao longo da medula, podendo ocorrer por duas causas: lesões traumáticas e não traumáticas.

A mais comum das lesões medulares é a traumática, que tem seu mecanismo de lesão relacionada a uma força intensa aplicada contra a vértebra. Essa força pode se dar em decorrência de quedas, rotações da coluna, acidentes automobilísticos (causa mais comum), projéteis de arma de fogo, entre outros.





As não traumáticas ocorrem por doenças vasculares (má-formação, trombose, embolia), algumas infecções, neoplasias (câncer) medulares, esclerose múltipla.

Classificação das lesões:
Normalmente, as lesões medulares estão divididas em duas amplas categorias, conforme o local (nível) e o comprometimento:
 Tetraplegia: Quando há lesão na região cervical (nível neurológico acima de T1), Refere-se à diminuição ou perda sensibilidade e/ou movimento nos braços, assim como no tronco, órgão pélvicos (bexiga, intestinos) e pernas.
Paraplegia: É causada por lesão na torácica, ou lombar, ou cauda equina. Tendo diminuição ou perda da sensibilidade e/ou movimento no tronco, nas pernas e nos órgãos pélvicos - dependendo do nível de lesão. Na paraplegia, a função dos braços está preservada.

Tipos de Lesões:
Lesão Medular Completa
No caso de lesão medular completa toda a comunicação entre o cérebro e o corpo é interrompida, não havendo nenhuma função motora ou sensorial.
Lesão Medular Incompleta: há alguma função motora e/ou sensorial abaixo do nível da lesão (localização na coluna).
Manifestações Clínicas:
Na fase aguda da lesão ocorre o choque medular, fazendo com que o paciente fique paralisado (indiferente do tipo de lesão), sem reflexos e hipotônico - diminuição do tônus muscular, “flacidez” dos membros. Com passar do tempo pode haver recuperação dos movimentos, normalização dos reflexos e do tônus muscular, mas usualmente o choque medular é seguido pela hipertonia (aumento do tônus) - nos níveis abaixo da lesão -, onde o paciente fica com os membros “rígidos”.

Nas lesões medulares completas há paralisia (perda de movimento) e perdas sensitivas abaixo da lesão (tátil, dolorosa, para temperatura, pressão e localização de partes do corpo no espaço). Também ocorre alteração do controle esfincteriano (urinário e fecal).
Nas tetraplegias(lesões cervicais) ocorre paralisia e perda de sensibilidade dos quatro membros e no tronco. Pode ocorrer insuficiência respiratória devido ao comprometimento do nervo que comanda a contração do diafragma (músculo utilizado na respiração). Nas lesões cervicais baixas observa-se paralisia dos membros inferiores e das mãos.
Comprometimentos Motores e Sensoriais: haverá perda parcial ou perda completa da função muscular abaixo do nível da lesão, ou seja, seu acometimento vai depender do nível neurológico e do tamanho da lesão medular.

Comprometimentos indiretos e complicações: em decorrência da lesão medular a pessoa pode apresentar quadros de úlceras de pressão (escarras) a pneumonia, embolia pulmonar, trombose venosa profunda, infecções urinárias e intestinais. Aparecem, também, contraturas, ossificações e dores, sintomas relacionados à falta de movimentação dos pacientes.

Tratamento
O acompanhamento do paciente com lesão medular deve ser feito por uma equipe interdisciplinar, fisioterapeuta, médico, enfermeiro, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social, nutricionista, fonoaudiólogo (em alguns casos), dentre outros.
O tratamento fisioterapêutico deve ser realizado de forma precoce, ou seja, desde o surgimento da lesão, ainda no leito hospitalar.
O fisioterapeuta avalia o paciente constantemente e, conforme as suas necessidades, traça um programa de tratamento específico.
Os objetivos serão:
I- Prevenir agravos e complicações (úlceras de decúbito, encurtamento muscular etc);
II- Estimular o potencial remanescente do sistema nervoso do paciente, no sentido de recuperar os seus movimentos;
III- Estimular ao máximo a autonomia do paciente para que retome suas atividades de vida diária com maior independência possível.  

Podem ser usadas várias técnicas no tratamento de um lesado medular. Como exemplo, destacamos: posicionamentos, alongamentos, exercícios passivos, reforço muscular, estimulação sensorial, treino de equilíbrio e controle postural. Também podem auxiliar no tratamento as órteses (coletes, muletas), pranchas ortostáticas (estrutura que deixa o paciente em pé), eletroestimulação (uso de corrente elétrica para provocar contração de músculos paralisados ou fracos) entre outros.


 A prática de atividades e exercícios físicos são extremamente indicados, e devem ser realizados de forma contínua, visando a independência e autonomia deste paciente. O Pilates e a Hidroterapia são algumas das alternativas.













Texto: Kátia Rech
Revisão e edição: Leonardo Leal

6 de mai. de 2012

OSGOOD SCHLATTER

O que é?

A doença Osgood Schlater surge normalmente em jovens atletas em fase de crescimento, fase esta que chamamos de “estirão de crescimento”. Trata-se de uma condição comum caracterizada por traumatismo por tração do local no qual se insere uma parte do tendão patelar (tendão do joelho).
Suas principais características são: dores na região do joelho que surge durante ou após atividade física e melhora com o repouso, especificamente em situações onde há uma atividade muscular aumentada do músculo quadríceps, e uma proeminência óssea visível fora dos padrões normais na região da tuberosidade tibial anterior.
Esta fase da adolescência é marcada pelo rápido crescimento dos ossos longos, por isso, as regiões responsáveis por esse desenvolvimento, chamadas de epífises, encontram-se sem uma estrutura óssea permanente. Desta forma, considerando que a tuberosidade tibial anterior está muito próxima dessas regiões e que o tendão patelar insere-se na mesma, este fenômeno pode ocasionar um estresse nesta região, provocando fortes dores durante a prática de algum esporte.



 












Tratamento:

A fisioterapia dispõe de diversar técnicas para reabilitar o paciente acometido pela Osgood Schlatte tendo como objetivo promover analgesia, diminuição de proceso inflamatório, fortalecimento e alongamento muscular e manutenção ou ganho de amplitude de movimento.
Para alguns autores, a Osgood Schlatter pode ser uma doença auto limitante, proporcionando um tratamento sintomático, ou seja, as condutas fisioterapêuticas somente estão voltadas para a redução dos sintomas, tais como dor e processo inflamatório, como, por exemplo, técnicas da eletroterapia. Além disso, pode ser prescrito pelo medico o uso de anti-inflamatórios. O prognóstico é bom, restando apenas, em alguns casos, um abaulamento da tuberosidade tibial anterior.
Outros pesquisadores acreditam que o tratamento mais confiável baseia-se na aplicação de gelo, o que mantem a ideia de tratamento conservador, associado a exercícios de alongamento da musculatura do quadríceps e isquiostibiais, ou seja, mantem-se atividades passivas dos grupos musculares envolvidos na articulação do joelho, levando a reabilitação física e ao retorno dos movimentos pelo adolescente. Outros autores ainda acreditam que além do tratamento sintomático, a eventual imobilização gessada do membro acometido é uma ótima solução.




 Criação: Gregório W.
Edição e revisão: Manoela H.






17 de abr. de 2012

Diabete Mellitus e Exercício Físico

A Glicose e a Insulina
Para que o corpo realize as atividades diárias (desde respirar até alguma atividade intensa) é necessário que tenhamos energia. A principal fonte de energia de nossas células é a glicose, que é obtida através dos alimentos, principalmente dos que contém carboidratos (amidos e açúcares).
Depois de ingerirmos o alimento, os carboidratos são quebrados em moléculas de glicose que vão para corrente sanguínea. Para fornecer energia, a glicose deve “entrar” nos tecidos (musculares, cerebrais, etc.), e para “entrar” dentro da célula ela necessita de uma “chave que abra a porta”. Essa “chave” é a insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, como observamos na figura:



A insulina também exerce a função de regular a quantidade de glicose que permanece no sangue. Sendo assim, com a falta, ou com o mau funcionamento da insulina, a quantidade de glicose no sangue fica desregulada, podendo ocorrer à hiperglicemia (elevada taxa glicose).

Diabetes Mellitus

É uma disfunção metabólica, crônica, degenerativa que leva o sangue a apresentar taxas elevadas de glicose. A Diabetes Mellitus (DM) está afetando a população de forma cada vez mais crescente, tornando-se um sério problema de saúde pública em todo o mundo, de modo que, se não tratada e controlada de forma eficaz, pode acarretar em sérias doenças.
   
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado através de exame de sangue e considera-se DM se houver a presença de dois valores de glicemia acima de 126mg/dl (aferidas com um jejum mínimo de 8h). O ideal é que o valor da glicemia seja de até 100 mg/dl.

Classificação
A diabetes é classificada da seguinte forma:
• Tipo 1: ou diabetes insulino-dependente acomete de 5% a 10% da população diabética, de qualquer faixa etária, ocorrendo quando o organismo não consegue produzir insulina.
• Tipo 2: diabetes não insulino-dependente, presente em 90% a 95% dos indivíduos diabéticos. O paciente apresenta resistência à insulina, ou seja, as células não reconhecem a insulina como “chave”, não autorizando a entrada da glicose na célula. Esse tipo é frequentemente associando ao sobrepeso/obesidade, colesterol elevado, hipertensão arterial, sedentarismo e tem forte predisposição genética.

Sinais e Sintomas
 O diabético apresenta hiperglicemia (valor maior que 100 mg/dl de glicose no sangue em jejum de pelo menos 8h) quadros de poliúria (urinar varias vezes ao dia), sede, glicosúria (glicose na urina), infecções na pele, lentidão no processo de cicatrização, mucosas secas, hálito adocicado, alterações visuais, diminuição da sensibilidade e sensações de adormecimento nas extremidades, sonolência, cansaço físico e mental, dores generalizadas e entre outros.


Complicações
Apesar de precisarmos da glicose para obter energia, o excesso de glicose no sangue danifica os tecidos e atrapalha o bom funcionamento do corpo.
O diabetes, ao longo do tempo, causa lesões graves nos rins (nefropatia- falência renal), nos nervos (perda de sensibilidade, alterações nas terminações nervosas), nos olhos (perda de visão), sistema cardíaco (podendo levar a infartos) e no sistema vascular (alterações vasculares periféricas, que podem levar à amputações, bem como hipertensão).

Tratamento
Para controlar a quantidade de glicose no sangue (glicemia), o diabético deve manter uma alimentação equilibrada, realizar exercícios físicos e fazer tratamento medicamentoso adequado. Para um bom prognóstico, todo o tratamento deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar de saúde.

Fisioterapia
A fisioterapia está habilidade para trabalhar tanto com a prevenção do diabetes quanto com a reabilitação do paciente acometido pela doença. Em relação à prevenção, a fisioterapia mostra-se muito eficaz por meio de exercícios cardiorespiratorios que tem como objetivo diminuir os fatores de risco (colesterol elevado, hipertensão arterial sistêmica, sedentarismo, etc.) para desenvolvimento do DM. Na reabilitação do paciente diabético, a fisioterapia utiliza os exercícios cardiorespiratorios também, mas ainda atua no tratamento das alterações e disfunções geradas pela diabetes, buscando-se, sempre, uma melhor qualidade de vida do paciente. Cabe salientar aqui que a prevenção seria a melhor maneira de lidar com a DM, contudo nem sempre isso torna-se possível.

Diabetes mellitus e o exercício físico
Indivíduos ativos apresentam diminuição dos fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes, sendo este risco diminuído em 32% quando o gasto calórico semanal é equivalente a 2.000 kcal. Adicionalmente, a realização de 150 minutos de exercício por semana, associada à dieta, redução ponderal e controle de estresse, reduz em 53% o desenvolvimento de DM tipo 2.

A prática regular de exercícios físicos gera diversos benefícios, tais como:
- Aumento da ação da insulina e da sensibilidade celular à insulina, favorecendo a entrada de glicose nos tecidos, o que diminui a taxa de glicemia (taxa de açúcar no sangue). Posteriormente, pode reduzir a quantidade necessária de medicamentos usados pelos diabéticos. Esta questão deve ser avaliada em conjunto com o medico;
- Aumento da absorção e queima de glicose pelo músculo - durante e pós-exercício – diminuindo a glicemia;
- Aumento da circulação periférica e redução do risco de aterosclerose (placas de gordura nos vasos);         
- Diminuição da pressão arterial, concentração de colesterol e triglicerídeos no sangue – reduzindo o risco de doenças cardiovasculares;        
- Melhora das funções cárdiorespiratórias;
- Redução da perda de massa óssea (osteoporose) e da gordura corporal;    
- Diminuição quadros de ansiedade e depressão.

 

Texto: Katia Rech
Edição e correção Manoela Heinrichs

9 de abr. de 2012

Técnicas fisioterapêuticas: Liberação miofascial

Fáscia:

É um tecido conjuntivo (tendinoso-eslástico) resistente que se distribui ao longo do corpo formando uma rede de comunicação entre as estruturas, da cabeça aos pés, sem qualquer interrupção. Suas funções são: sustentação mecânica, deslizamento e contração muscular. Algumas estimativas dizem que se todos os músculos fossem removidos, restando somente as fáscias, o corpo manteria sua forma. A fáscia atende a um objetivo importante que se resume em permitir que o corpo mantenha sua forma natural, permitindo com que os órgãos vitais estejam em uma posição adequada para um bom funcionamento.

As fáscias recobrem músculos, ossos, nervos, órgãos e vasos sanguíneos. Por esta razão, as alterações corporais provocadas por traumas, alterações posturais ou inflamações podem encurtar a fáscia provocando pressões anormais em todos os componentes acima citados.


Liberação miofascial:

O que é:

É uma abordagem manual aplicada na superfície corporal para tratamento do sistema facial. A liberação miofascial devolve a flexibilidade e elasticidade da fáscia, tendo, portanto, grande capacidade de alterar a amplitude de movimento corporal e dissolver as restrições dos tecidos fasciais. O sedentarismo e as posições que geram dor podem gradativamente gerar restrições e encurtamentos fasciais e musculares. Sendo assim, a fisioterapia, por meio do uso da técnica tem por objetivo eliminar a restrição existente no tecido fascial, diminuindo assim a dor e permitindo uma amplitude de movimento funcional.


Criação: Gregório W.
Revisão: Leonardo Leal e Manoela Heinrichs