28 de mai. de 2014

Hálux Valgo - Joanete

     O hálux valgo é um desvio interno acentuado do dedão do pé que costuma estar acompanhado de uma bursite na face externa da cabeça do 1º metatarso, popularmente conhecida como joanete. De maneira geral, ele ocorre bilateralmente e é mais comum em mulheres na adolescência e na meia idade.
     Essa patologia pode ser causada por fatores hereditários, ósseos (má-formação) ou mecânicos, que basicamente se devem ao uso de calçados estreitos e pontiagudos que obrigam os dedos a se agruparem uns sobre os outros.


     A dor estará localizada na planta do pé e na face interna do 1º metatarso. Se houver inflamação, haverá calor e vermelhidão na região do joanete o que, consequentemente, alterará a marcha. O sujeito poderá apresentar deformidades como dedos em garra ou em martelo, além de calosidades na planta do pé, no dorso dos dedos e entre os dedos.

     O tratamento pode ser feito de forma conservadora ou cirúrgica. No conservador, o sujeito terá que usar calçados e palminhas apropriados, assim como próteses de silicone entre ou sobre os dedos, caso houver zonas de compressão ou fricção. No cirúrgico, o médico decidirá qual a melhor técnica, dependendo da deformidade, idade e estado geral do paciente.

     A fisioterapia deverá ser realizada em ambos os casos, objetivando diminuir a dor e a inflamação, além de fortalecer a musculatura deficiente do pé. Para isso, serão utilizados recursos como termoterapia, eletroterapia, mobilizações ativas e resistidas, bandagens e treino de marcha e equilíbrio. Pode ser indicado o uso de palmilhas corretivas e outros tipos de órteses.

Referências:

APLEY, A. Graham; SOLOMON, Louis. Ortopedia e fraturas em medicina e reabilitação. Atheneu: São Paulo, 2002.
GABRIEL, María Rosa Serra; PETIT, Josefina Díaz; CARRIL, María Luisa de Sande. Fisioterapia em traumatologia, ortopedia e reumatologia. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.

Texto: Jéssica Rech
Edição e Correção: Leonardo Fratti Neves

27 de mai. de 2014

BANDAGENS TERAPÊUTICAS

Atualmente o mercado disponibiliza diversos tipos de bandagens terapêuticas, mas a efetividade das mesmas dependem de fatores como a aplicação com base nos seus princípios básicos, no material a ser utilizado, na técnica de aplicação e nos objetivos específicos.

Dentre as bandagens terapêuticas existentes no Brasil temos a McConnell que é uma bandagem rígida, criada pelo Fisioterapeuta Jenny McConell em 1986 e a Kinesio Taping que é a bandagem elástica criada pelo Fisioterapeuta e quiroprata Kenzo Kase em 1973.
A bandagem rígida de McConell atua na recuperação biomecânica e proprioceptiva das articulações, é muito rígida e pode permanecer nos pacientes por até 36 horas. A bandagem elástica de Kenzo Kase a Kinesio Taping é diferenciada no mercado porque possui características como adesivo hipôalergico, é a prova d’água, sensível ao calor e não contém nenhuma substância medicamentosa.
A aplicação é realizada de forma a favorecer a tensão ou alongamento dos tecidos, podendo ser aplicada com diversos cortes como em Y,I X, e garfo, podendo ser utilizada pelo fisioterapeuta como um recurso analgésico atuando na teoria da comporta da dor, na musculatura enfraquecida e hipotônica melhorando a contração, os espasmos e as contraturas musculares, também pode ser utilizada em músculos hipertônicos relaxando e diminuindo a excitabilidade desses músculos.
Na aplicação para a drenagem linfática à tensão é aplicada na direção dos linfonodos proximais com uma tensão de 10 a 15%, o efeito ocorre pelas trocas de tensão geradas pelo movimento fazendo a abertura e fechamento dos vasos linfáticos e sanguíneos.

Na função articular a bandagem busca o alinhamento articular. Com a normalização da biomecânica ocorre o aumento da amplitude de movimento, diminuição de dor articular e melhora da propriocepção local.              
 E contra indicado a aplicação em regiões malignas ativas, sobre celulites, infecções ativas de pele, feridas abertas, trombose venosa profunda, alta sensibilidade a óxido de zinco e látex.

Criação: Gueila C
Edição: Manoela Heinrichs

REFERENCIAS


KASE, Kenzo; LEMOS, Thiago Vilela e DIAS, Elton Matias. Kinesio Taping: introdução ao método e aplicações musculares. Editora Andreoli, 2º ed, São Paulo, 2013. 

Doença Cardíaca Coronariana e a Fisioterapia

               O principal acometimento nas doenças cardíacas coronarianas é gerado pelo desequilíbrio na oferta de oxigênio para o músculo cardíaco. Este desequilíbrio é resultado de um estreitamento arterial provocado por uma lesão crônica na parede da artéria. Esta lesão desenvolve-se como um processo inflamatório e se rompe ocasionando a obstrução e liberação principalmente de plaquetas (sangue coagulado) e lipídeos (placas de tecido adiposo), além de outras células brancas responsáveis pelo combate de lesões inflamatórias.
                A hipótese que explica a existência do processo inflamatório diz respeito a lesão previamente instalada na parede arterial, estimulando o processo de reparo tecidual. As causas da lesão não são bem compreendidas, mas foram identificados fatores de risco associados a formação da lesão aterosclerótica. Estes fatores de risco foram identificados como tabagismo, colesterol alto, hipertensão, diabetes, estresse, obesidade, sedentarismo e histórico familiar.

  






Manifestações:
                Os pacientes podem apresentar a oclusão da artéria e não terem sintomas, pois para que haja a manifestação dos mesmos é preciso que 70% da artéria esteja obstruída. Portanto, existem muitos indivíduos que desenvolvem a lesão, mas não sentem os sintomas, o que classifica as DCC como alto risco. Os sintomas mais frequentes são isquemias, infartos ou arritmias, mas estima-se que 25% dos pacientes que experimentam os sintomas apresentam morte súbita.

Tratamento:
                Existem vários tipos de tratamento relacionados que serão brevemente citados. O primeiro deles é o procedimento cirúrgico onde é feito um cateterismo com o objetivo de desobstruir o vaso e permitir com que o sangue chegue ao tecido alvo. Feito o cateterismo, os pacientes são candidatos a diversos tipos de revascularização. Neste procedimento se escolhe um vaso doador que geralmente é a veia safena ou a artéria radial, que ira substituir o vaso lesado ou danificado. Outro tipo de tratamento é o farmacológico, envolvendo uma serie de medicamentos responsáveis por estabelecer o equilíbrio entre a oferta e demanda de oxigênio, chamados de beta-bloqueadores, responsáveis pelo controle da frequência cardíaca; e os bloqueadores dos canais de cálcio, reduzindo a pressão arterial, consequentemente reduzindo o trabalho cardíaco.


         Fisioterapia:
           O tratamento fisioterapêutico é essencial e de extrema importância para estes pacientes, tendo por objetivo reduzir os fatores de risco que levaram ao incidente e devolver ao paciente o condicionamento muscular cardíaco e periférico, recuperando a sua função física após os procedimentos cirúrgicos ou ajudando a evitá-los.  Algumas metas devem ser atingidas com o tratamento, são elas: aumento da capacidade aeróbia, melhora na realização e execução de tarefas físicas ligadas ao dia-dia, aumento de força, potência e resistência, diminuir o risco de recorrência, aquisição de comportamentos que envolvam hábitos saudáveis de vida (neste ponto destaca-se a importância de uma equipe multidisciplinar atuando no tratamento do paciente).
             Abaixo, alguns fatores de risco e a sua contribuição para o risco de doença cardiovascular.
Texto: Gregório Nunes Weinmann
Edição e Correção: Leonardo Fratti Neves

26 de mai. de 2014

Lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho
As alterações osteomusculares relacionados ao trabalho e aos movimentos repetitivos estão cada vez mais comuns entre os indivíduos. Entre os problemas causados, destacam-se as lesões por esforços repetitivos (LER) e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). As LER/DORT são caracterizadas pela incapacidade temporária ou permanente da realização de alguns movimentos, resultante da combinação de sobrecarga do sistema osteomuscular. A presença de dores e limitações dificulta a prática exigida no trabalho e a incapacidade funcional é correspondente à dificuldade de manter as habilidades físicas.

Esses distúrbios podem comprometer os trabalhadores em suas atividades, interferindo na sua produtividade e experiência profissional. A maior incidência ocorre na faixa etária de trinta a quarenta anos, sendo as mulheres as mais atingidas. Essas doenças tornaram-se mais comuns nos últimos anos, sendo que, desde a década de 80, passaram a ser a causa mais frequente de afastamento do trabalho no mundo. Consequência de uma origem ocupacional, elas podem ser causadas, pelo uso repetitivo e forçado de grupos musculares e por posturas inadequadas.
A LER ou DORT afetam músculos, tendões, nervos e articulações de membros superiores e inferiores, podendo envolver dor, formigamento, sensação de peso e fadiga. Em relação às entidades neuro-ortopédicas mais frequentes, as lesões por esforços repetitivos podem ser classificadas em: tendinites, tenossinovites, epicondilites, bursites, cervicobraquialgia, lombalgias, doença de Quervain e diversas outras síndromes.
Apesar dos programas de tratamentos e reabilitação de pacientes com LER/DORT indicarem uma abordagem multidisciplinar, a fisioterapia é muitas vezes o primeiro e único procedimento terapêutico acessível e pode ser uma etapa de longa duração no tratamento desses trabalhadores. A utilização de recursos físicos é importante para o controle da dor dos pacientes com LER/DORT. Os recursos analgésicos como a eletroterapia e a terapia manual devem ser associados à cinesioterapia para proporcionar a redução do edema e da inflamação, a melhora das condições circulatórias, o relaxamento da musculatura, a amenização da dor e uma potencialização da capacidade funcional destes pacientes.

O ponto fundamental seria a prevenção e para isso se faz necessário que o individuo realize uma atividade física regular para que possa fortalecer e alongar a musculatura em geral. O Método Pilates com o acompanhamento de um fisioterapeuta seria uma ótima indicação para a prevenção dessas alterações. 

Criação: Gabriel Almada.
Edição: Manoela Heinrichs

Referências:

CHIAVEGATO, Luiz Gonzaga; PEREIRA, Alfredo. LER/DORT: multifatorialidade etiológica e modelos explicativos. Interface - Comunic., Saúde, Educ., v.8, n.14, p.149-62, set.2003-fev.2004.

CIARLINI, Isabel de Alencar; MONTEIRO, Paula Pessoa; BRAGA, Raysa Oliveira Mitre; MOURA, Denise Silva. Lesões por esforços repetitivos em fisioterapeutas. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, vol. 18, núm. 1, 2005, pp. 11-16, Universidade de Fortaleza-Brasil.

PESSOA, Juliana da Costa Santos; CARDIA, Maria Claudia Gatto; SANTOS, Maria Luiza da Costa. Análise das limitações, estratégias e perspectivas dos trabalhadores com LER/DORT, participantes do grupo PROFIT–LER: um estudo de caso. Ciência & Saúde Coletiva, 15(3):821-830, 2010.

PICOLOTO, Daiana; SILVEIRA, Elaine. Prevalência de sintomas osteomusculares e fatores associados em trabalhadores de uma indústria metalúrgica de Canoas – RS. Ciência & Saúde Coletiva, 13(2):507-516, 2008.



ROSA, Aparecida de Faria Gil; GARCIA, Priscila Almeida; VEDOATO, Taisa; CAMPOS, Rosângela Galindo; LOPES, Maria Lucia da Silva. Incidência de LER/DORT em trabalhadores de enfermagem. Maringá, v. 30, n. 1, p. 19-25, 2008.

28 de abr. de 2014

Radiofrequência

A pele, barreira de proteção do nosso corpo com o meio externo, é formada por 3 camadas: a derme, epiderme e hipoderme. A derme é responsável pela firmeza da pele e é formada por fibroblastos (fibras de colágeno e de elastina). O colágeno garante a resistência e a estrutura de diversos tecidos e órgãos do corpo. Já a elastina é uma proteína fibrosa que confere elasticidade à pele. Com o envelhecimento há diminuição dessas fibras, surgindo rugas e flacidez.
            A Radiofrequência (RF) é uma técnica não invasiva, indolor e é utilizada no tratamento estético visando a melhora do aspecto da pele. Consiste na emissão de ondas de rádio que aquece a derme, gerando vasodilatação, aumentando o fluxo de nutrientes e oxigênio para os tecidos, eliminando toxinas, acelerando o metabolismo e queima de gorduras, além de estimular a produção de colágeno e elastina.


            A RF é indicada no tratamento de flacidez cutânea, rugas e linhas de expressão, sequelas de acne, fibroses pós-cirúrgicas, estrias, celulite e melhora do contorno corporal. Não é indicada quando o uso de calor pode ser prejudicial e em casos de câncer ou metástase, uso de marca-passo cardíaco, trombose venosa e em casos de infecção ou inflamação aguda. Evita-se também o uso da RF em gestantes, quando há perda de sensibilidade local e sobre próteses metálicas e de silicone.
            A Radiofrequência trabalha em temperaturas entre 38ºC e 40ºC para estimular a produção de fibroblastos. O tempo entre uma sessão e outra varia entre 15 e 20 dias. Os resultados podem ser observados já na primeira sessão, mas recomenda-se, no mínimo, 5 sessões no tratamento facial e de 8 a 10 sessões na região corporal para resultados a longo prazo.
Na VIE Clínica de Fisioterapia as sessões de radiofrequência podem ser combinadas com outros tratamentos, atendendo à necessidade de cada pessoa.  Entre em contato e marque sua avaliação. 51 3588.8830    vie@viefisioterapia.com.br

Texto por: Bruna S. Rossi
Revisão e edição: Leonardo Fratti Neves


REFERÊNCIAS

BEASLEY, Karen L.; WEISS, Robert A. Radiofrequency in Cosmetic Dermatology. Dermatologic clinics, v. 32, n. 1, p. 79-90, 2014.

NERY, Raíra Dornelles; DE SOUZA, Silvana Correa; PIAZZA, Fátima Cecilia Poleto. ESTUDO COMPARATIVO DA TÉCNICA DE RADIOFREQUÊNCIA EM DISFUNÇÕES ESTETICAS FACIAIS. Revista Interdisciplinar de Estudos em Saúde, v. 2, n. 2, p. 120-138, 2013.

POSSAMAI, Camila Goulart. Radiofrequência em mulheres sobre o contorno do ângulo cérvico facial. 2013.

17 de mar. de 2014

Fisioterapia Dermato-funcional

   A fisioterapia possui um amplo campo de atuação, podendo abranger a ortopedia, cardiologia, neurologia, pediatria, pneumologia e estética.

   Nos últimos anos a denominação de fisioterapia estética foi substituída por fisioterapia dermato – funcional, pois além das questões estéticas, a fisioterapia aborda a funcionalidade dos tecidos e do corpo.


   Como o próprio nome já diz, a fisioterapia dermato – funcional atua nas disfunções de ordem estética, na melhora da função e da aparência de cada indivíduo, promovendo bem estar e qualidade de vida.

   A fisioterapia dermato – funcional vem sendo reconhecida cada vez mais pela população, tanto no meio feminino quanto no meio masculino. As disfunções mais conhecidas nos tratamentosdermato-funcionais são as famosas celulites, as temidas estrias e as indesejadas gorduras localizadas. Além disso, a fisioterapia preocupa-se com questões que envolvem recuperações de cicatrizes e queimaduras, amenizando o aspecto destas lesões.

  Para cada disfunção podem ser utilizados tanto aparelhos (ultrassom/ radiofrequência/ corrente russa/ entre outros) quanto o trabalho manual do fisioterapeuta. Todo e qualquer tratamento estético deve ser feito por um profissional especializado na área, pois somente um fisioterapeuta capacitado possui conhecimento da anatomia e fisiologia humana, técnicas e aparelhos utilizados para cada tipo especifico de disfunção.


   Procure uma clínica credenciada e com ótimos profissionais para obter o melhor resultado. A Vie Clínica de Fisioterapia disponibiliza tratamentos com Radiofrequência, Ultra-som de alta potência, eletrolipólise, corrente Aussie, Peelings, limpezas de pele e terapias manuais diversas. Entre em contato para agendar a sua avaliação.
 



51 3588.8830      vie@viefisioterapia.com.br     www.viefisioterapia.com.br 

Texto: Bibiana Koboldt
Revisão e edição: Leonardo Fratti Neves

10 de fev. de 2014

Osteoartrite/Osteoartrose 

           É uma enfermidade de caráter crônico-degenerativo, que evidencia alteração na cartilagem articular e do osso subcondral, ocasionando a formação de osteófitos (“esporão ósseo”) e diminuição do espaço intra-articular. Em sua maioria, são assintomáticos, quando sintomáticos, podem apresentar os seguintes sintomas: dor articular de duração e intensidade variáveis de acordo com o estado da doença; rigidez matinal de curta duração; crepitação óssea; disfunção física; edema; frouxidão dos ligamentos; diminuição ou perda do movimento; contraturas capsulares; fraqueza muscular; incapacidade para marcha; espasmo; fibrose; e alteração da propriocepção e equilíbrio.

Fatores etiológicos:
 Idade – com o envelhecimento o teor de água diminui na cartilagem articular (aproximadamente 60% a 85% do peso da cartilagem articular é constituída pela água), aumentando a rigidez e a deformação da cartilagem. Sendo assim a artrose, ocorre com maior frequência após os 60 anos;
Sexo – é predominante no sexo feminino, para isto há várias explicações: 1- osteoporose pós-menopáusica, que pode favorecer ao desgaste ósseo; 2 - nível de atividade física durante a vida. As mulheres geralmente têm uma musculatura menos desenvolvida que os homens;
 Morfotipo – Joelho em varo têm tendência em apresentar artrose femorotibial interna (70%), enquanto no joelho valgo, tende a sofre artrose femorotibial externa (30%);


Biotipo – o sobrepeso é um fator importante no desenvolvimento da artrose, devido a maior sobrecarga articular.

Fisioterapia e a saúde dos joelhos

        A fisioterapia tem como papel a manutenção e ou busca da funcionalidade do idoso para a sua independência. 
Flexibilidade – fator indispensável para uma boa e suficiente amplitude de movimento, que é essencial no desempenho das atividades de vida diária;
Condicionamento muscular – quando se tem uma massa muscular desenvolvida, consequentemente ocorre à diminuição da sobrecarga articular; Manter o peso corporal saudável. 



Referências:

BARDUZZI, Glauber de Oliveira; JÚNIOR, Paulo Roberto Rocha; NETO, José Carlos de Souza; et al. Capacidade funcional de idosos com osteoartrite submetidos a fisioterapia aquática e terrestre. Fisioterapia em movimento, Jun 2013, vol.26, no.2, p.349-360.
BRODY, Lori Thein; HALL, Carrie M. Exercício terapêutico na busca da função. 3ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. 
HEBERT, Sizínioet al. Ortopedia e traumatologia, princípios e práticas. 3ª edição, Porto Alegre: Artmed, 2003. 
NEUMANN, Donald A. Cinésiologia do aparelho musculoesquelético, fundamentos para a reabilitação. 2ª edição, Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Texto: Bruno Jaques
Edição e Revisão: Leonardo Leal

22 de out. de 2013

Gonartrose

É uma enfermidade de caráter crônico-degenerativo, que evidencia alteração na cartilagem articular e do osso do joelho, ocasionando a formação de osteófitos (“esporão ósseo”) e diminuição do espaço intra-articular. Em sua maioria são assintomáticos, e quando sintomáticos podem apresentar o seguinte: dor articular de duração e intensidade variáveis de acordo com o estado da doença; rigidez matinal de curta duração; crepitação óssea (sensação de aderência na articulação); disfunção física; edema; frouxidão dos ligamentos; diminuição ou perda do movimento; fraqueza muscular; incapacidade para marcha (dificuldade para caminhar); espasmo; fibrose; e alteração de equilíbrio.














Fatores etiológicos (causas):
Idade – com o envelhecimento o teor de água diminui na cartilagem articular (aproximadamente 60% a 85% do peso da cartilagem articular é constituída pela água), aumentando a rigidez e a deformação da cartilagem. Sendo assim a artrose, ocorrecom maior frequência após os 60 anos;
Sexo – é predominante no sexo feminino, para isto há dias explicações: 1- osteoporose pós-menopáusica, que pode favorecer ao desgaste ósseo; 2 - nível de atividade física durante a vida. As mulheres geralmente têm uma musculatura menos desenvolvida que os homens;
Morfotipo – Joelho em varo têm tendência em apresentar artrose femorotibial interna (70%), enquanto no joelho valgo, tende a sofre artrose femorotibial externa (30%);




Biotipo – o sobrepeso é um fator importante no desenvolvimento da artrose, devido a maior sobrecarga articular.
Fisioterapia e a saúde dos joelhos
A fisioterapia tem como papel a manutenção e ou busca da funcionalidade do idoso para a sua independência.
Flexibilidade – fator indispensável para uma boa e suficiente amplitude de movimento, que é essencial no desempenho das atividades de vida diária;
Condicionamento muscular – quando se tem uma massa muscular desenvolvida, consequentemente ocorre à diminuição da sobrecarga articular;
Manter o peso corporal saudável.


 

Referências:
BARDUZZI, Glauber de Oliveira; JÚNIOR, Paulo Roberto Rocha; NETO, José Carlos de Souza; AVEIRO, Mariana Chaves. Capacidade funcional de idosos com osteoartrite submetidos a fisioterapia aquática e terrestre. Fisioterapia em movimento, Jun 2013, vol.26, no.2, p.349-360.
BRODY, Lori Thein; HALL, Carrie M. Exercício terapêutico na busca da função. 3ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
HEBERT, Sizínioet al. Ortopedia e traumatologia, princípios e práticas. 3ª edição, Porto Alegre: Artmed, 2003.
NEUMANN, Donald A. Cinésiologia do aparelho musculoesquelético, fundamentos para a reabilitação. 2ª edição, Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Texto: Bruno Jaques

Edição e Revisão: Leonardo Fratti Neves

10 de out. de 2013

Síndrome do Ressalto do Quadril

    A articulação do quadril (articulação gleno-umeral) tem importância fundamental na movimentação dos membros inferiores, permitindo movimentos em todos os sentidos (dobrar, esticar, rodar, etc).


       A síndrome do ressalto no quadril é caracterizada por um estalo sonoro que ocorre dentro ou ao redor do quadril, que pode ser doloroso ou não. A ocorrência desta síndrome é de 5-10% na população em geral, e ela pode ser maior e os sintomas mais limitantes em mulheres na faixa etária de 15 a 40 anos, em dançarinos, jogadores de futebol, levantadores de peso e corredores. A sensação é de que algo se move bruscamente nesta articulação durante o movimento de flexão ou extensão, sendo que estes sintomas podem durar dias, semanas, meses ou anos; e suas causas podem ser externas ou internas.

   O trato iliotibial, localizado na região lateral do quadril e coxa, é uma longa banda tendínea que se origina na crista ilíaca (osso da pelve) e se insere na parte lateral da tíbia (osso da perna), funcionando como um flexor e rotador medial da perna. A causa externa mais frequente é o ressalto provocado pela passagem do tendão do trato iliotibial sobre o trocânter maior (proeminência óssea do fêmur). Outra causa externa seria o atrito do músculo glúteo máximo sobre a mesma proeminência óssea. Nestas duas causas externas, ocorre um espessamento das fibras musculares que fazem pressão sobre o trocânter, gerando o ressalto.

      A causa interna mais frequente é o ressalto do tendão do músculo iliopsoas sobre a uma região óssea chamada eminência iliopectínea. Durante o estirão do crescimento há uma tendência em que os flexores do quadril se tornem relativamente inflexíveis (mais tensos), o que propicia o aparecimento do ressalto. Outras causas internas são as lesões do lábio acetabular (fibrocartilagem que apoia a cabeça do fêmur) e os corpos livres intra-articulares (fragmentos de cartilagem ou osso livres na articulação).

      A análise da marcha e um exame minucioso do quadril são importantes no diagnóstico, assim como a realização de exames complementares (raio X, ultra-som, ressonância magnética).  A reprodução do ressalto acontece nos movimentos passivos de rotação interna e externa do quadril associados à flexão e extensão do mesmo.

     O tratamento abrange medicamentos (analgésicos e anti-inflamatórios, que devem ser prescritos pelo médico) e fisioterapia. O tratamento cirúrgico está indicado na falha do tratamento conservador e na persistência dos sintomas.

     As sessões de fisioterapia consistirão em exercícios de alongamento do trato iliotibial (ressalto externo) e iliopsoas (ressalto interno), liberação miofascial, ultrassom, calor e gelo, dígito-pressão, reforço muscular e reeducação neuromuscular.



Texto: Jéssica Rech
Edição e Correção: Leonardo Fratti Neves

Referências:
BYRD, J. W. Thomas; GUANCHE, Carlos A. O quadril. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
HERBERT, Sizínio. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
LEWIS, Cara L. Extra-articular Snapping Hip: A Literature Review. Sports Health, v. 2, n. 3, p. 186-190, 2010.