29 de mai de 2013

Lesão da articulação Acromioclavicular (Ombro)

Esta articulação é composta por uma união óssea entre a clavícula e a escápula. Os tecidos moles que interligam esta articulação são: cartilagem, revestindo sua extremidade e os ligamentos acrômio clavicular e costoclavicular. Esta articulação esta sujeita a luxações (entorses) quando os mecanismos de lesão envolvem a articulação do ombro, sendo, na maioria das vezes, caracterizadas por impacto, como por exemplo, quedas sobre o ombro ou o braço totalmente estendido.



                Foi criado um sistema de classificação destas lesões que baseia-se no grau de acometimento dos tecidos que envolvem a mesma. Para realizar esta classificação é necessário o método radiográfico.

Classificação:
                Tipo 1: -Entorse dos ligamentos acrômio clavicular sem ruptura dos mesmos;
                                - Tecido muscular intacto;
                Tipo 2: - Ruptura do ligamento acrômio clavicular e distensão do ligamento coraco clavicular;
                               - Musculatura intacta;
                Tipo 3: - Ruptura dos ligamentos, associado a luxação da articulação com aumenta de espaço articular 25 a 100% quando comparado com o lado contra lateral;
                               - Músculos trapézio e deltoide desinseridos da clavícula;
                Tipo 4: - Ruptura dos ligamentos e luxação da articulação acrômio clavicular
                               - Observa-se maior interespaço articular;
                               - Trapézio e deltoide desinseridos;
                Tipo 5: - Rompimento dos ligamentos;
                               - Luxação da articulação associado a grande espaço interarticular (possível observar a olho nu);
                                - Trapézio e deltoide desinseridos;
                Tipo 6: - Ruptura dos ligamentos;
                               - Clavícula totalmente deslocada;
                               - Musculatura local desinserida;


A fisioterapia tem papel fundamental na reabilitação dos tipos um e dois e no pós-operatório dos demais tipos de lesão. Basicamente ela consiste no reparo dos movimentos, utilizando técnicas como mobilizações articulares, com o objetivo de aumentar a amplitude dos movimentos, e fortalecimento da musculatura envolvida. Muito importante lembra que no processo de cicatrização dos tecidos a aplicação de gelo é de estrema importância, pois este impede com que o processo inflamatório se prolongue, dificultando a cicatrização dos tecidos, consequentemente prolongando o tempo de tratamento e retorno a função.

Texto: Gregório Nunes Weinmann
Edição: Leonardo Fratti Neves

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